O que é a taxa de natalidade?
A taxa de natalidade é o número de nados-vivos, ocorridos por cada mil habitantes, num dado momento e lugar. Exprime-se em pirmelagem (%º).
Porque motivo é importante o seu estudo?
A natalidade corresponde ao número de nados-vivos ocorridos num determinado momento e lugar e é um dos indicadores demográficos com maior influência no crescimento de uma população. Se o seu valor for superior ao da mortalidade, a população absoluta aumenta; caso se verifique o inverso, a população diminui. Para se estabelecer comparações no tempo e no espaço, calcula-se a taxa de natalidade.
Como tem evoluído no tempo e no espaço?
A taxa de natalidade apresenta, a nível mundial, um decréscimo, verificando-se a diminuição dos nascimentos face ao total de habitantes.
A sua distribuição geográfica é desigual, registando-se valores mais elevados na África Central e em alguns países asiáticos.
Quais são os fatores que a condicionam?
O comportamento da natalidade depende do índice sintético de fecundidade* e da influência de fatores socioeconómicos e culturais na população em que ocorre.
Índice sintético de fecundidade: número de crianças vivas que, em média, cada mulher tem durante a sua vida fecunda. Calcula-se a partir do total de mulheres com idades entre os 15 e os 49 anos.
Países com elevadas taxas de natalidade
Países em desenvolvimento:
Fraca valorização social, cultural, e profissional da mulher, o que:
- impede a sua escolarização e entrada no mercado de trabalho;
- defende o casamento das meninas e o nascimento do primeiro filho em idades precoces.
Elevado número de filhos é um fator de prestígio social.
Baixa escolarização da população em geral, o que dificulta a:
- aceitação dos métodos contracetivos e do planeamento familiar;
- obtenção de empregos com melhores renumerações.
Baixos rendimentos das famílias tornam o trabalho infantil importante.
Países com baixas taxas de natalidade
Países desenvolvidos e alguns países em desenvolvimento
Desejo de uma melhor qualidade de vida contribui para o adiamento da decisão de constituir família com filhos.
Maior escolarização da população que contribui para a:
- melhor aceitação do planeamento familiar e dos métodos contracetivos;
- entrada mais tardia dos jovens no trabalho.
Valorização social e profissional da mulher, o que contribui para o adiamento do casamento e do nascimento do primeiro filho.
Maiores encargos e responsabilidades inerentes ao bem-estar e ao futuro dos filhos.
Instabilidade no emprego.